Buscava amor,
calor em outros braços,
dia após dia afogava carências
em corpos e corações vazios,
enquanto ela, que o amava, afastava.
Guardava silêncios atrás de muralhas,
temia o peso de promessas não ditas,
preferia o vazio das noites repetidas
ao risco de se entregar por inteiro.
Ela partia sem ruído, levando o sol,
deixando-o entre paredes invisíveis,
onde o medo é cárcere,
e a liberdade sem laço é solidão.
***
15/12/25

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