não sinto falta do que vivi,
nem daqueles que encontrei pela estrada.
A única e suave lembrança
que repousa em meu peito
é a dos que já partiram,
e não regressam mais.
Não desejo reviver o passado,
nem almejo o que não foi vivido.
O tempo que passou está perdido e sepultado;
e não quero resgatá-lo,
nem ressuscitar momentos.
Porque em mim quase nada habita,
não penso em nada,
além do aqui e agora.
E não existe peso algum.
E como haveria,
se as lembranças não mais residem em mim?
Acolho apenas minha paz existencial,
e nada mais.
***
06/12/25
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