Obra de arte da natureza,
Olhar que artista nenhum reproduz,
Musa, poesia, rainha de si.
Sua beleza transcende o tempo
e intriga as multidões.
Ela não pede licença,
Não busca no outro o que já possui.
Sua calma dita a sentença
Para quem não tem força,
nem presença.
Ela não sente falta de nada,
Se acolhe, se ama e se pertence.
Ela é o porto e, ao mesmo tempo,
o vento e a corrente.
Diante de um ser assim,
só fica quem sabe o que quer,
Pois fogo brando não resiste
À força de tal mulher.
***
20/03/26
(Série "Poemas de Março")
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