Aprendi que nessa vida, você é sozinho, a sua dor e a sua alegria é somente sua e de ninguém mais, jamais alguém sentirá o que você sente por mais que te ame e se solidarize, suas angústias e as suas vitórias, são somente suas e só você conhece o tamanho e o valor delas.
Aprendi que quando saímos dessa vida, saímos como vinhemos, sozinhos, mesmo que tenhamos alguém segurando à nossa mão ou que outro se vá ao lado, mesmo assim, você vai só.
Aprendi que ninguém chora pelo sofrimento do outro, mas, pelo próprio sofrimento, pela própria angústia, pela própria incerteza, inclusive você.
Aprendi que por mais que se queira ou se pense estar com alguém, sempre se estar sozinho, ninguém viverá ou deixará de viver por você ou por sua ausência, mas, apenas por si mesmo.
Aprendi que realmente a vida é feita de escolhas e essas têm que serem feitas por você, pensando em você e sabendo que se não as fizer por mais que alguém tente ajudá-lo, jamais será o mesmo, porque só você sabe o que sente e o que realmente precisa e ninguém mais pode preencher ou satisfazer isso.
Aprendi que o fim é o mesmo para todos os seres vivos, mas que o caminho pode ser diferente, e isso cabe somente a um ser: você mesmo.
Aprendi que aceitar a solidão e a morte não são coisas ruins, mas necessárias para se viver bem, porque só aceitando-as o ser humano será capaz de viver sem apegos e fazendo o que é preciso para amenizar a dor inevitável a qual somos todos sujeitos.
Aprendi que por mais que você queira se colocar no lugar do outro, jamais conseguirá, porque isso é impossível, por isso, é necessário aceitar que você e o outro sempre estarão sozinhos, é assim durante toda a vida e não será diferente na morte.
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In memória de minha avó materna
(15/02/2011)
(15/02/2011)

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